quinta-feira, 25 de junho de 2009

Post 14: Sobre lançamento, reencontro e nostalgia


E eis que chega a véspera do dia do lançamento e o filme, conforme previsão de todos e minha também, não está finalizado. O que resta fazer? Nada a não ser aproveitar até o último minuto que temos para finalizá-lo. E isso significa passar a noite de sexta-feira em claro, virando a madrugada. Nessa luta participaram eu, o Paulo Henrique e o Douglas Ribeiro (assistente de direção), além do Cláudio Costa Val, é claro. Faltavam apenas alguns pequenos ajustes como colocar o filme na seqüência do roteiro, inserir a trilha sonora que já havia sido definida, os créditos, etc. Nada muito demorado de ser feito. Contudo, aquele acabamento final, que a gente queria dar ao filme, teria que ser feito outro dia. Ou seja, estávamos lançando a versão 1.0.

Terminamos o filme às 7h da manhã aproximadamente, sendo que o filme seria lançado às 9:30h. Tudo pronto, o Douglas Ribeiro me levou em casa, tomei um banho, troquei de rouba e subi para o Belas Artes, local de estréia do filme. Agora era um momento de descontração, para rever os amigos e jogar conversa fora. Mas não escondo que estava nervoso e queria saber qual seria a reação do público ao assistir ao filme. Apesar de todas as limitações técnicas e financeiras, acreditava que tinha uma boa estória e que isso poderia, de alguma forma, sensibilizar, além, é claro, de todo o esforço da equipe para salvar o filme de todos os problemas que surgiram durante o percurso.

Na verdade, na sessão seriam exibidos 4 filmes, todos produzidos pela Escola Livre de Cinema, no segundo semestre de 2008. O “Aquele que está lá” foi o segundo a ser exibido. Assisti ao filme apreensivo e de vez ou outra olhava para trás para ver a reação do público. Ao final do filme, palmas contidas. Percebi somente algumas pessoas xingando o personagem do Raul com o amigo ao lado. Nada além disso. A principio não sabia se aquilo fora ruim ou bom. Depois veio o filme que roubou a cena e atenção do público. O documentário chamado “Damas” dirigido por Luisa Moraes e Mariana Mattos, que apresenta o retrato de 4 mulheres que tem no black music uma filosofia de vida. Muito bom o filme, sensível e divertido. Vale a pena assistir. Quem quiser pode ir até a Escola Livre de Cinema e adquirir o DVD.

No fim da sessão, me veio aquela sensação de alívio pelo fim desse trabalho tão custoso e que me tomou tanto tempo. Valeu a pena, eu acho. Porém, eu esperava uma recepção melhor para o filme, admito. E isso acabou me atormentado o sono durante alguns dias. E para diminuir meu complexo de culpa, a sessão de lançamento do filme acabou não sendo seu último suspiro de vida nesse mundo. Passado alguns dias fui convidado para dar uma entrevista no programa “curtaagora” do canal universitário, onde também foi exibido o curta. Depois disso, mandei o filme para alguns festivais de cinema, mas em nenhum ele foi aprovado. Para mim até que isso não foi surpresa. Nesse quesito, meu senso crítico não me deixou me enganar.

De qualquer forma, eu acho que valeu para um primeiro trabalho. A experiência foi bacana e as amizades, durante a pré e pós produção se solidificaram ainda mais entre a turma do 1 período, noite, da Escola Livre de Cinema.

E sem mais delongas, me despeço. Coloquei o filme no youtube e estou postando ele aqui no blog. Sintam-se à vontade para criticar, elogiar, viajar, filosofar, xingar, etc., etc., etc....

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