Este post realmente será o último e prometo, bastante conciso. Senti-me na obrigação de fazer os agradecimentos, por isso, estou aqui novamente na frente do computador. Primeiro gostaria de agradecer o Cláudio Costa Val pelo incentivo e por acreditar e apostar no filme. Gostaria de agradecer também os professores da Escola Livre de Cinema, em especial o Sérgio Gomes, principalmente pelo apoio e pelo monitoramento no set. Queria agradecer também a turma do 1° período, noite, pelo empenho, dedicação e entrega ao filme e com quem espero empreender novos e inúmeros outros trabalhos. Queria agradecer meus amigos mais próximos que me apoiaram do início ao fim, com palavras de incentivo e estímulo. E quero agradecer também todos que, mesmo sem conhecer, assistiram e gostaram do filme...
Até o próximo blog, espero...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Post 20: o derradeiro...
Post 14: Sobre lançamento, reencontro e nostalgia
E eis que chega a véspera do dia do lançamento e o filme, conforme previsão de todos e minha também, não está finalizado. O que resta fazer? Nada a não ser aproveitar até o último minuto que temos para finalizá-lo. E isso significa passar a noite de sexta-feira em claro, virando a madrugada. Nessa luta participaram eu, o Paulo Henrique e o Douglas Ribeiro (assistente de direção), além do Cláudio Costa Val, é claro. Faltavam apenas alguns pequenos ajustes como colocar o filme na seqüência do roteiro, inserir a trilha sonora que já havia sido definida, os créditos, etc. Nada muito demorado de ser feito. Contudo, aquele acabamento final, que a gente queria dar ao filme, teria que ser feito outro dia. Ou seja, estávamos lançando a versão 1.0.
Terminamos o filme às 7h da manhã aproximadamente, sendo que o filme seria lançado às 9:30h. Tudo pronto, o Douglas Ribeiro me levou em casa, tomei um banho, troquei de rouba e subi para o Belas Artes, local de estréia do filme. Agora era um momento de descontração, para rever os amigos e jogar conversa fora. Mas não escondo que estava nervoso e queria saber qual seria a reação do público ao assistir ao filme. Apesar de todas as limitações técnicas e financeiras, acreditava que tinha uma boa estória e que isso poderia, de alguma forma, sensibilizar, além, é claro, de todo o esforço da equipe para salvar o filme de todos os problemas que surgiram durante o percurso.
Na verdade, na sessão seriam exibidos 4 filmes, todos produzidos pela Escola Livre de Cinema, no segundo semestre de 2008. O “Aquele que está lá” foi o segundo a ser exibido. Assisti ao filme apreensivo e de vez ou outra olhava para trás para ver a reação do público. Ao final do filme, palmas contidas. Percebi somente algumas pessoas xingando o personagem do Raul com o amigo ao lado. Nada além disso. A principio não sabia se aquilo fora ruim ou bom. Depois veio o filme que roubou a cena e atenção do público. O documentário chamado “Damas” dirigido por Luisa Moraes e Mariana Mattos, que apresenta o retrato de 4 mulheres que tem no black music uma filosofia de vida. Muito bom o filme, sensível e divertido. Vale a pena assistir. Quem quiser pode ir até a Escola Livre de Cinema e adquirir o DVD.
No fim da sessão, me veio aquela sensação de alívio pelo fim desse trabalho tão custoso e que me tomou tanto tempo. Valeu a pena, eu acho. Porém, eu esperava uma recepção melhor para o filme, admito. E isso acabou me atormentado o sono durante alguns dias. E para diminuir meu complexo de culpa, a sessão de lançamento do filme acabou não sendo seu último suspiro de vida nesse mundo. Passado alguns dias fui convidado para dar uma entrevista no programa “curtaagora” do canal universitário, onde também foi exibido o curta. Depois disso, mandei o filme para alguns festivais de cinema, mas em nenhum ele foi aprovado. Para mim até que isso não foi surpresa. Nesse quesito, meu senso crítico não me deixou me enganar.
De qualquer forma, eu acho que valeu para um primeiro trabalho. A experiência foi bacana e as amizades, durante a pré e pós produção se solidificaram ainda mais entre a turma do 1 período, noite, da Escola Livre de Cinema.
E sem mais delongas, me despeço. Coloquei o filme no youtube e estou postando ele aqui no blog. Sintam-se à vontade para criticar, elogiar, viajar, filosofar, xingar, etc., etc., etc....
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Post 13: Sobre sincronismos de fala, doença e atrasos
Muita coisa aconteceu na minha vida nos últimos meses, inclusive o lançamento do filme e pensei seriamente se iria postar mais algum comentário no blog. A pedido de alguns amigos resolvi sentar na frente do computador e escrever esses dois últimos posts para encerrar o blog e também a saga do curta “Aquele que está lá”.
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Depois que o Paulo Henrique (montador) levou a cópia do filme no HD externo e a transferiu para a ilha de edição começou uma verdadeira batalha com o sincronismo. A princípio, a idéia era chamar todos os atores para dublarem todas as cenas, contudo o próprio Paulo Henrique sugeriu que a gente usasse o som off. O som off é o áudio pós-cena captado pelo responsável pelo som direto durante as filmagens. Depois de filmada a cena, o técnico do áudio pede silêncio no set e grava todo o diálogo dos atores de novo, só que agora, no nosso caso, sem o barulho ensurdecedor da câmera. E era justamente esse áudio que o Paulo Henrique queria aproveitar nas cenas. Sentamos na ilha de edição e começamos a sincronização, fala por fala, palavra por palavra. Além de não ser um trabalho fácil, o dia não rendia e ao final de três ou quatro horas havíamos terminado de compor a fala de apenas 30 segundos, quando nem isso. Numa cena de 2 minutos, levávamos mais de uma semana para terminá-la. E ainda faltando os sons de cobertura, como de televisão, carro, passos, portão abrindo, tiros, etc.
Mas isso não é nem o começo. Durante o período de montagem passei mal e fiquei internado no hospital por uma noite. Depois do susto e já recuperado voltei para a Escola Livre de Cinema para dar prosseguimento à edição. Porém, para completar o meu azar, não foi possível editar o filme nesse dia, pois a luz havia acabado por causa de uma tempestade no bairro Santa Tereza. Já pensei, meu Deus, esse filme não vai sair, não vai dar tempo. E para confirmar a minha onda de azar, não sei se já comentei esse problema aqui, mas não havia o som off de todos os diálogos do filme. Assim, seria preciso dublar duas cenas específicas. Só que um dos atores não estava em Belo Horizonte. Havia viajado para Portugal a trabalho.
Tudo isso começou a me assustar. Não será isso um sinal? Deixada a superstição de lado, continuamos a luta pelo sincronismo, isso com o Cláudio (produtor executivo) nos dizendo que estávamos atrasados e não conseguiríamos entregar a cópia pronta para o dia do lançamento. Para dizer a verdade, nem eu acreditava que iríamos entregar a cópia finalizada e pronta no dia do lançamento.
Como o trabalho estava atrasado e eu um pouco estressado com tudo que estava acontecendo, tirei quatro dias de folga nesse interstício e fui para Tiradentes, na mostra de cinema. Da mostra, recomendo dois filmes: “Dossiê Rê Bordosa” e “Os filmes que não fiz”. Dois excelentes curtas.
Voltando para Belo Horizonte, o Paulo já havia terminado de sincronizar todos os diálogos, exceto das duas cenas que não tínhamos o áudio. Como, para minha sorte, o Lindomar Oliveira (Raul) já havia voltado de Portugal, convocamos os atores e realizamos a dublagem. Depois eu acabei me arrependendo, pois destoou bastante do resto do áudio. Mas enfim, prefiro pensar que não tinha outra solução.
Com todo o áudio já montado restava apenas as duas falhas de continuidade para corrigir. Bom, com um passe de mágica o Paulo Henrique mais o Pipo (câmera) bolaram uma solução e sumiram o táxi que aparecia em uma cena. Ou seja, um dos problemas cabeludos já havia sido resolvido e agora só faltava um que, no final das contas, resolvi manter no filme. Para uma pessoa mais atenta esse erro não vai passar despercebido, como outros ao longo do curta, mas eu acho que a maioria das pessoas que o assistirem não vão notar a descontinuidade e o filme vai rolar numa boa.
Contudo alguns pequenos ajustes ainda precisavam ser feitos. Mas deixo essa para o próximo post.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Post 11: Sobre montagem, granulação e pequenos grandes problemas
Confesso que já estava curioso para ver o material bruto das filmagens e conter a ansiedade até o dia 12 de janeiro não foi fácil. Mas, enfim chegou o dia. Chequei na Escola Livre de Cinema e o Cláudio (professor e dono da escola) já foi me entregando a fita VHS em que estava o bruto, com as imagens na seqüência das filmagens. Coloquei a fita no videocassete, apaguei a luz e apertei o play. Assisti sozinho aos 10 minutos de filme. Confesso que senti um pequeno mal estar ao final da última cena. Aos poucos a turma foi chegando e cada vez que alguém assistia, eu via o filme novamente.
Antes de colocar a fita, o Cláudio já havia me avisado que o filme estava um pouco granulado. Mas quando vi a primeira imagem parecia que havíamos gravado em Super 8. Quando o Cláudio fez uma piadinha dizendo pra gente aumentar o som da televisão, porque no cinema o som é gravado separado da imagem, e, obviamente, aquela cópia em VHS não tinha som, eu quase peguei carona na piada dizendo: “aproveita para colocar uma antena na TV, pois está chuviscando muito”. Tudo bem que na cópia em VHS os grãos são mais acentuados, e depois na montagem há como eliminar um pouco o excesso, mas minha primeira impressão foi assustadora.
Quando a turma já estava toda reunida começamos a apontar os problemas. Principalmente dois. Um erro de continuidade e um bendito de um táxi que apareceu na cena, na hora exata que estávamos gravado com a câmera 16mm. Para ser sincero, eu não lembro de ter visto esse táxi passado no dia da filmagem. Eu até escutei alguém comentando alguma coisa sobre um táxi, mas foi tanto desespero no dia que nem me atinei para isso. Depois a Barbara me contou que o taxista teve o trabalho de parar o táxi próximo ao cone da BHTRANS que fechava a rua, sair do carro, arredar o cone para o lado, entrar no carro novamente e passar na rua no exato instante da gravação. É muito azar.
Depois do debate da turma, a conclusão foi que dava para consertar. Para relaxar, fomos para um buteco em Santa Tereza e bebemos uma de leve.
No dia seguinte, o Osvado (assistente de câmera) levou o DVD com a cópia do making off do segundo dia de gravações e uma cópia do filme editado por ele. Nessa cópia ele propôs uma mudança na seqüência narrativa do filme, que eu assisti bastante receoso. Principalmente por achar que naquela montagem a idéia que eu queria passar com o filme se perderia em meio uma “violência gratuita”, por assim dizer, não querendo contar mais sobre a estória para não perder a graça do filme. De qualquer forma, era uma proposta e eu tinha que estudá-la. Levei os DVDs para casa e comecei a assistir compulsivamente.
Antes disso, era hora de passar a cópia telecinada para dentro do computador e começar a edição. Só que, como tudo no mundo da tecnologia, o computador não conseguia reconhecer o cabo da câmera minidv em que o filme estava. Depois de uma luta de 3 horas, aproximadamente, o Paulo Henrique (diretor de fotografia e agora montador) e o Osvaldo, vencidos pela máquina, desistiram. O Paulo Henrique resolveu levar a fita para casa e baixar o filme lá, levando-o no dia seguinte em um HD externo.
Bom, já sei que amanhã começa a luta. Além desses problemas, temos que pensar nas transições de cena, algo que já me preocupava desde as filmagens, e também em sincronismos de fala, cor, luz, elementos de som para compor a cena, etc.
Trabalho não vai faltar. Já estou vendo que vou dormir muito pouco até o dia do lançamento do filme.




